Um tiroteio ocorrido à saída da discoteca Barrio Latino, na rua da Cintura do Porto de Lisboa, na zona de Santos, em Lisboa, causou a morte a um segurança de 42 anos.

O incidente ocorreu esta sexta-feira, por volta das 13:00, segundo fonte da PSP confirmou à TVI24.

Segundo a mesma fonte, terá havido "desentendimentos entre clientes e seguranças, que os expulsaram do espaço".

Ao que foi possível apurar, um dos indivíduos foi ao automóvel buscar uma arma de fogo e efetuou um disparo que atingiu um segurança na cabeça", soube a TVI24.

A vítima, segurança com carteira e funcionário no espaço Barrio Latino, foi transportada "numa viatura particular" para o Hospital de São José, em Lisboa, onde acabou por morrer.

O grupo de suspeitos envolvidos no homicídio pôs-se em fuga.

A PSP foi alertada cerca das 13:00 e quando o carro patrulha chegou ao local não fez "nenhuma detenção".

Tratando-se de um homicídio, com recurso a arma de fogo, a ocorrência passou para a alçada da Polícia Judiciária", confirmou a PSP à TVI24.

"Era um puto excecional"

O tio da vítima contou aos jornalistas o que aconteceu quando o sobrinho, Nuno Cardoso, foi baleado. Garantindo que a vítima era "um puto excecional, amigo do seu amigo" e que "não se justifica aquilo que fizeram ao rapaz".

"Até neste emprego manhoso que ele tinha - ele adorava ser segurança -, era uma espécie de apaziguador dentro dos bares. Não andava à porrada, quer dizer, conversava com os miúdos, acalmava os gajos e quando era preciso dar um piparote dava", conta.

Nuno Cardoso

Sem querer ser identificado, o tio do segurança contou ainda que tudo aconteceu quando Nuno Cardoso estava a ir para casa depois da noite de trabalho.

"Explicaram-me que ele não deixou entrar três putos e quando ia para o carro, por volta da uma hora, deram-lhe um tiro na cabeça. Acabou. Foi só isso. O colega que assistiu, preocupou-se mais em ajudar o Nuno do que ir atrás do manhoso que lhe fez aquele serviço. Pô-lo no carro, levou-o ao hospital e no hospital verificaram que ele tinha a boca cheia de sangue (...) e dá ideia que o tiro foi dentro da boca porque não tinha buraco nenhum na cabeça".

Quanto ao carro do segurança, que estava a 30 metros da porta da discoteca, não tem "vestígios nenhuns".

O tio de Nuno Cardoso contou ainda que os colegas do sobrinho sabem que o atirador "é um menino do Bairro Padre Cruz" e que frequentava o espaço de diversão noturna.

"E vão falar com ele um dia destes".