Uma megaoperação da PSP no bairro da Amexoeira, em Lisboa, terminou com seis detenções, confirmou à TVI o intendente Resende da Silva.

Perto de 150 agentes da PSP chegaram ao bairro por volta das 7:00 ao bairro e fecharam três ruas. A operação terminou por volta das 10:40.

A operação especial de prevenção criminal, feita sob a coordenação direta do Ministério Público visou "situações de criminalidade violenta ou organizada, em especial que envolva utilização de armas”, disse à agência Lusa o porta-voz da Direção Nacional da PSP, Hugo Palma.

A jornalista da TVI, Madalena Rodrigues, constatou, no local, que no bairro estiveram agentes da Unidade Especial da Polícia, agentes de Investigação Criminal e uma equipa cinotécnica (cães), que revistaram todas as pessoas que passaram pelas ruas fechadas pelos agentes. Carros e apartamentos também foram revistados.

Seis pessoas foram detidas por posse de arma e/ou droga.

Tivemos 13 buscas efetuadas (...), seis detidos, um por posse de arma e munições, dois por mandado, um por posse de estupefaciente, um por posse de revólver e outro por posse de arma de pressão de ar”, adiantou à Lusa Hugo Abreu, das relações públicas da PSP.

O intendente Resende da Silva, da Divisão de Investigação Criminal da PSP, explicou à TVI durante a operação que esta serviu para dar cumprimento a 13 mandados de busca domiciliária, emitidos no âmbito da lei das armas. 

Estas 13 buscas estão a ser realizadas em três artérias da Ameixoeira, e outras três da cidade de Lisboa. Até ao momento, cerca de 150 polícias, da Divisão de Investigação Criminal, da Divisão de Trânsito, Equipas de Intervenção Rápida e a Unidade Especial de Polícia [detiveram seis pessoas] e apreenderam duas armas e munições." 

 

Resende da Silva esclareceu que a operação não está totalmente relacionada com o tiroteio de terça-feira, admitindo, no entanto, que este "não é alheio" às ações de fiscalização. 

"Naturalmente o que aconteceu nesta zona foi grave, verificou-se a utilização de armas de fogo ilegais, e nesse sentido a PSP teve que atuar." 

Outras três pessoas foram intercetadas num veículo junto ao hospital de Santa Maria, mas o intendente não confirmou a sua relação quer com a operação, quer com o tiroteio entre famílias rivais de terça-feira, que provocou cinco feridos: três agentes da polícia e duas mulheres.

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Segundo a Polícia de Segurança Pública, os três agentes da PSP foram feridos quando tentavam pôr cobro a confrontos entre famílias no bairro.

Os três agentes faziam parte da equipa que estava mais perto do local, tendo sido os primeiros a chegar ao bairro, deparando-se com a situação de confronto entre dois grupos com armas de fogo”, explicou à Lusa o porta-voz da Direção Nacional da PSP.

O porta-voz da PSP acrescentou que, até ao momento, não existem detidos, nem identificados, tendo a Polícia Judiciária recolhido vestígios no local onde decorreu a troca de tiros, na Rua António Villar.

Foi recolhida uma caçadeira, embora não tenham informação de que seja uma arma envolvida nos confrontos.

Três pessoas continuam internadas no Hospital de Santa Maria: um polícia e duas mulheres. O hospital limita-se a dizer que a situação clínica das vítimas é estacionária.