O cidadão italiano Maurizio Tramonte, procurado pelas autoridades de Itália para cumprir prisão perpétua e que foi detido, na quarta-feira, em Fátima, recusa regressar voluntariamente ao seu país.

Fonte do Tribunal da Relação de Évora indicou à agência Lusa que, perante a recusa durante o interrogatório judicial, o tribunal concedeu um prazo de 10 dias para o homem deduzir oposição. Fica, entretanto, a aguardar em prisão preventiva uma decisão posterior sobre a entrega às autoridades italianas.

Maurizio Tramonte, de 64 anos, foi condenado em definitivo pela justiça italiana  pela coautoria na ativação de um engenho na via pública, em Brescia, Itália, que resultou na morte de oito pessoas e 99 feridos.

Segundo um comunicado da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ, o homem foi condenado em definitivo pela justiça italiana, na terça-feira, tendo a detenção em Portugal sido feita no âmbito de um mandado de detenção europeu.