Há mais um caso de sarampo confirmado pela DGS, subindo o número total de afetados desde o início do surto para 108.

O novo caso, tal como o de quinta-feira, registou-se na  região de Lisboa e Vale do Tejo. Há agora três casos na região de Lisboa, todos adultos. 

De acordo com informações fornecidas à TVI pela DGS, entre os casos confirmados, está uma criança de três anos, da região Norte do país. O caso foi identificado a 13 de março e a criança já está curada. A DGS esclarece ainda que, na altura as análises foram inconclusivas e por isso o caso não foi de imediato incluído no lote de casos confirmados. Só quando as análises foram repetidas e deram positivo é que o caso foi incluindo na lista. 

Inicialmente o comunicado da DGS falava em mais um caso, na região de Lisboa, e falava pela primeira vez num menor, levando a concluir que poderia ser este novo o caso.

Há ainda 18 casos em investigação, segundo a Direção-Geral de Saúde.

Dos 108 casos confirmados, 101 já estão curados.

Ao longo do surto, que maioritariamente infetou pessoas com ligação ao Hospital de Santo António, no Porto, foram ainda analisados 251 casos que se revelaram negativos.

De todos os casos confirmados, 9% tinham esquema vacinal incompleto e 14% não estavam vacinados. A maioria dos casos (86 doentes) registou-se em profissionais de saúde.

O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infecciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra.

Os doentes são considerados contagiosos desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea.

Segundo a DGS, “os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois da pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal”.

Existe vacina contra o sarampo no Programa Nacional de Vacinação, que deve ser administrada aos 12 meses e 5 anos de idade.

As pessoas com esquema vacinal completo podem contrair a doença, mas de forma leve e não são veículo de transmissão, segundo as autoridades de saúde.

Quem já teve sarampo está imunizado e não voltará a ter a doença.