O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto julgou improcedente uma ação para forçar a empresa Metro do Porto a colocar vedações na ponte do Infante com altura suficiente para impedir quedas ou suicídios.

A decisão foi divulgada hoje pelo próprio autor da ação, Amadeu Nogueira, que anunciou a sua intenção de recorrer para o Tribunal Administrativo Central do Norte.

«Não me conformo com esta decisão. Não se protegem as pessoas que procuram aquele local para porem termo à vida. Por esta razão, foi acionado o recurso», disse Amadeu Nogueira, que intentou a ação no TAF depois de o seu filho ¿ um fotojornalista de 23 anos ¿ ter morrido na ponte do Infante em 05 abril de 2005.

A ponte do Infante destina-se ao trânsito rodoviário, mas foi construída pela empresa de metro, depois de o tabuleiro superior da ponte Luiz I ter ficado adstrito a uma linha de metropolitano de superfície.

Na resposta aos quesitos desta ação, em janeiro, um juiz do TAF rejeitou uma clara relação causa/efeito entre a altura das guardas de segurança daquela ponte e a sucessão de suicídios ali registados.

O TAF assinalou que as guardas de segurança da infraestrutura têm a altura legalmente exigível, ou seja, 1,10 metros.