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Suicídio: jovens pensaram nisso duas vezes

Estudo da Deco a jovens entre os 18 e os 34 anos referente a 2011

Por: tvi24  |  27- 1- 2012  16: 29

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Um terço dos jovens inquiridos pela Deco revelou ter pensado em suicidar-se pelo menos duas vezes no último ano, uma ideia que atinge maioritariamente a faixa etária dos 18 e 34 anos, revela um estudo.

Segundo o estudo da associação de defesa do consumidor, publicado na edição de fevereiro da revista Teste Saúde, tendo por base 1.965 questionários, a faixa etária mais jovem, dos 18 aos 34 anos, é a mais afectada pela chamada «ideação suicida», ou seja, fortes sentimentos para cometer o acto.

De acordo com os dados da Deco, 21 por cento dos inquiridos nesta faixa etária já consideraram o suicídio e um terço pensou em suicidar-se, pelo menos, duas vezes no último ano, tendência que diminui com a idade.

Os resultados do inquérito indicam também que cerca de 14% dos inquiridos ponderaram este acto extremo, pelo menos, uma vez nos últimos 12 meses e cerca de seis por cento tentaram-no em algum momento da vida.

Os dados publicados na revista Teste Saúde referem que o suicídio é mais prevalente nas mulheres, com especial incidência na faixa etária dos 35 aos 54 anos, enquanto nos homens, o intervalo etário com maior número de suicídios corresponde aos jovens até 25 anos ou a indivíduos entre os 45 e os 54 anos.

A associação de defesa do consumidor conclui igualmente que ser solteiro, sentir dificuldades financeiras e não seguir uma religião são factores que aumentam as ideias suicidas.

Quando o sofrimento «aperta a alma», os familiares são os mais procurados para desabafar (39% dos inquiridos), surgindo depois os amigos (23%). Porém, cerca de um terço das pessoas com ideias de suicídio muito vincadas não falam com ninguém.

O apoio surge sobretudo através de conversa e, em 38% dos casos, os familiares e amigos tentam convencer o inquirido a afastar as ideias negativas e mais de um terço aconselhou a procura de ajuda profissional.

Durante o período de tendência suicidas e quando procuram ajuda, os inquiridos optam em especial pelo psiquiatra (11%) ou psicólogo (10%), enquanto cerca de quatro por cento dirigiram-se ao centro de saúde ou às urgências.

Após a tentativa de suicídio, os doentes foram encaminhados para as urgências hospitalares (38%), sobretudo para uma lavagem ao estômago (25% dos tratamentos), mas um quarto não procurou tratamento, revela igualmente o inquérito da DECO, que concluiu também que depois dos primeiros socorros, apenas 35 por cento continuaram a ser seguidos por um profissional de saúde.

O estudo publicado na revista Teste Saúde indica ainda que metade dos 1.965 entrevistados conhece, pelo menos, uma pessoa que tentou o suicídio, tendo 39% referido a morte de um familiar.

A Deco enviou, entre Abril e maio do ano passado, um questionário a uma amostra da população, tendo recebido 1.965 questionários válidos, representativos quanto a sexo, idade e distribuição geográfica.

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