O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) defendeu que a abertura dos meios operados pelo INEM que este instituto anunciou na terça-feira é “absolutamente impossível” até ao final do ano.

O INEM anunciou a abertura de duas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), sete ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), 13 Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) e cinco Motos de Emergência Médica (MEM), além de 25 Postos de Emergência Médica (PEM).

A abertura de mais 52 novos meios de socorro e emergência médica representa um investimento de cerca de 22 milhões de euros que o INEM se propõe concretizar ainda este ano.

Em comunicado enviado à Lusa, o STAE refere que “a abertura dos meios operados diretamente pelo INEM agora anunciados implica a alocução de pelo menos 190 técnicos, o que é absolutamente impossível até ao final de 2015”.

Isto porque “não só o próprio quadro de pessoal do INEM não comporta este número – o quadro do instituto só permite a contratação de mais 131 técnicos além dos concursos a decorrer – mas porque o processo de seleção, formação e estágio não permite que os técnicos estejam prontos antes de 2016”.

Além disso, prossegue o sindicato, “a compra e transformação das ambulâncias e motas obedece a concursos públicos igualmente morosos, impossíveis de realizar no tempo apressado”.

De acordo com o INEM, além dos novos meios agora anunciados, o instituto dispõe 42 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), 39 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), 56 Ambulância de Emergência Médica (AEM), oito Motas de Emergência Médica (MEM), 275 Postos de Emergência Médica (PEM), 180 postos de reserva, quatro helicópteros SHEM (Serviço de Helicópteros de Emergência Médica), quatro viaturas de Transporte Inter-hospitalar Pediátrico (TIP) e quatro Unidades Móveis de Intervenção e Psicologia de Emergência.

A Liga dos Bombeiros Portugueses considerou esta quarta-feira que o reforço do INEM com mais de 50 meios de socorro e emergência médica vai ajudar, embora peque por tardio, já que ainda faltam ambulâncias em 30 municípios.