Os atiradores do Grupo de Operações Especiais da PSP são uma força de elite treinada para nunca falhar o alvo. Uma equipa da TVI acompanhou um exercício da Unidade Especial de Polícia e entrevistou um dos snipers que esteve no assalto ao BES. Na altura, e pela primeira vez em Portugal, um criminoso foi morto por um atirador especial da polícia.

No dia 7 de Agosto de 2008,pela primeira vez em Portugal, um sniper eliminou um criminoso na sequência de uma operação táctico-policial. Em sete meses nenhum operacional ligado a esta ocorrência falou à comunicação social, até agora. A decisão foi inédita, polémica mas, segundo o líder dos atiradores, que não se identifica, em nada alterou o comportamento do homem que premiu o gatilho.

«Eu acho que o atirador ficava com maior peso na consciência se por acaso algum dos reféns tivesse sido abatido por um dos criminosos», afirma o comandante dos atiradores especiais da PSP, acrescentando que «o atirador não teve acompanhamento psicológico» depois de ter disparado a matar no assalto ao BES.

Não é fácil fazer parte desta elite das forças de segurança. Um sniper da Unidade Especial de Polícia é um homem equilibrado, calmo, ponderado que respeite a lei e as ordens do seu comandante. «A ordem é perfeitamente legítima e o atirador não tem outro remédio senão disparar», acrescenta o comandante.

Estes homens são treinados para nunca falharem o alvo, mesmo que o alvo esteja a poucos metros de outra pessoa. Em termos operacionais, os snipers trabalham em binómios. Para o mesmo alvo há sempre dois homens armados e outros dois a dar informações que ajudam o atirador quando faz o disparo.

Veja aqui a entrevista dada em exclusivo à TVI