A Procuradoria Geral da República confirmou à TVI24 que o Benfica foi alvo de buscas, esta terça-feira, por causa de suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal, tendo sido emitidos três mandados de busca domiciliária e cinco não domiciliárias, entre eles, a SAD do SL Benfica e na Benfica Estádio Construção Gestão Estádios, SA. 

"Confirma-se a realização de buscas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Lisboa. Neste inquérito investigam-se factos suscetíveis de integrar a prática de crimes de branqueamento de capitais, tendo como ilícito precedente o crime de fraude fiscal", informou a PGR.

Em comunicado, a PGR revela ainda que as buscas contaram com 25 inspectores da PJ e que "foram constituídas arguidas três pessoas singulares e três pessoas colectivas". Entre os arguidos, não está o Sport Lisboa e Benfica. 

"Indicia-se suficientemente nos autos que estas sociedades, a coberto de uma suposta prestação de serviços de consultoria informática, realizaram várias transferências bancárias para uma conta titulada por uma outra sociedade, num valor total de 1.896.660,00€, montantes esses que acabavam depois por ser levantados em numerário. Esta última sociedade terá sido utilizada com o único propósito de retirar dinheiro das contas do Benfica", acrescenta o comunicado.

O Jornal de Notícias escreve na sua edição de que a investigação procura “esclarecer se os montantes faturados por várias empresas ao Benfica tinham na sua base efetivas prestações de serviços ou se foram apenas uma forma de justificar a saída de alguns milhões de euros das contas dos encarnados”.

Em comunicado, o Benfica "repudia com toda a veemência a notícia de hoje", dizendo que "tal informação é falsa e carece de qualquer fundamento". O clube acrescenta ainda que "no âmbito de uma investigação que envolve empresas terceiras, foi solicitada e recolhida informação junto dos serviços do Clube pelo facto de serem entidades que nos prestam serviços".

"O Sport Lisboa e Benfica não pode deixar de realçar que mais uma vez funcionou uma ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, mais uma vez fomos levianamente difamados e mais uma vez assistimos a uma violação grosseira do segredo de justiça, desvirtuando factos e procurando centrar no SLB a investigação. Tais factos não poderão deixar de ficar sem a devida perseguição criminal. Por tais razões avançaremos com uma queixa-crime no DCIAP e requereremos que todos os Agentes da Polícia Judiciária e todos os Magistrados que intervieram nestas diligências colaborem connosco na descoberta da identidade destes criminosos por tendência", pode ler-se ainda na nota divulgada no site oficial