O turista português, Héli Camarinha, chegou ao Nepal um dia antes do terramoto e está a trabalhar como voluntário num dos hospitais lotados de Katmandu. Numa rápida declaração à agência de notícias AFP, o português conta como, numa altura em que muitos turistas procuram sair do caos, decidiu ficar e ajudar.

“Quando vi as notícias de que os hospitais precisavam de voluntários, decidi vir cá e tentar ajudar. Eu tenho um curso de primeiros socorros e experiência em trabalho social, em Portugal”, contou ao jornalista da AFP.


Héli Camarinha, de 28 anos, estava a viajar sozinho na região conta que está a fazer “tudo o que pode”.

“Estou a fazer tudo o que posso, desde limpar as enfermarias, a transferir os doentes para vários pisos do hospital, em macas. Basicamente, ajudo de qualquer maneira possível”, declarou.


Esta segunda-feira, chegou a informação de que estão no Nepal pelo menos 14 portugueses e que, segundo o secretário de Estado das Comunidades, “estão todos bem”.

Questionado pela TVI24 sobre se Héli Camarinha era um dos portugueses identificado, José Cesário disse não ter informação sobre os nomes dos portugueses.

O secretário de Estado adiantou que não há notícia de feridos, mas salientou que podem haver mais portugueses na região, uma vez que não existe representação diplomática no país. 

Luís Almeida é outro português que está no Nepal. O montanhista é um dos quatro portugueses que está nos Himalaias há uma semana numa expedição. Também na manhã desta segunda-feira conseguiu enviar uma mensagem, adiantando que "estão todos bem", apesar das dificuldades causadas pelo sismo no Nepal, que causou até   mais de 3.600 mortos e 6.500 feridos.