Notícia atualizada à 01:00

As operações de resgate dos corpos de um casal que caiu este sábado numa ravina no Cabo da Roca, em Sintra, tiveram que ser suspensas à meia-noite por causa da subida da maré e da fraca visibilidade que comprometia as condições de segurança no local.

De acordo com a descrição do capitão do porto de Cascais, Dário Moreira, aos jornalistas, os corpos encontram-se num local de muito difícil acesso. Os trabalhos da Equipa de Salvamento de Grande Angulo, que recorre a técnicas de escalada para chegar às vítimas, começaram por volta das 22:30.

A ideia inicial era descer os corpos até um ponto mais seguro da falésia, subindo-os depois por outra arriba. Os trabalhos foram contudo suspensos à meia-noite. As vítimas estão localizadas e as operações são retomadas ao início da manhã deste domingo.

Casal cai para a morte à frente dos filhos

Duas pessoas morreram, este sábado ao final da tarde, ao caírem numa ravina junto ao farol do Cabo da Roca, no litoral de Sintra, disse à TVI uma fonte da proteção civil.

O alerta para a queda de duas pessoas, de uma altura de cerca de 140 metros, numa zona de falésias nas traseiras do farol, foi dado pelas 18:40, informou uma fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa, citada pela Lusa.

Os bombeiros comprovaram que as duas pessoas morreram em consequência da queda e as operações para a retirada dos corpos ainda prosseguiam ao cair da noite.

De acordo com os testemunhos recolhidos pelos jornalistas no local, as duas vítimas, que teriam cerca de 40 anos, terão caído quando os filhos, de 5 e 6 anos, conforme indicou uma fonte dos bombeiros à agência Lusa, estavam a tirar fotografias com o telemóvel.

Uma fonte da Proteção Civil municipal de Sintra informou que o casal, que vivia em Portugal há vários anos, era de nacionalidade polaca e que os dois filhos foram assistidos no local pelo INEM após assistirem à queda dos pais. As crianças receberam apoio psicológico por parte do INEM, sendo acompanhadas também pelo cônsul da Polónia.

Nas operações de socorro participaram oito viaturas dos bombeiros, INEM e da GNR, uma lancha da Polícia Marítima e um helicóptero da Força Aérea Portuguesa.