O registo de mortos a 30 dias em consequência de acidentes rodoviários ocorridos durante 2013 fixou-se em 637, menos 81 comparativamente com o ano anterior, indicou hoje a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Na apresentação do Relatório de Sinistralidade Rodoviária 2013 - Vítimas a 30 dias, realizada hoje, a ANSR revelou que o índice de vítimas mortais no ano passado decresceu 11,3 por cento relativamente a 2012.

O presidente da ANSR, Jorge Jacob, revelou que, o ano passado, os dados definitivos revelam a ocorrência de 30.339 acidentes com vítimas, mais do que no ano anterior, com 29.867.

No ano passado, a sinistralidade rodoviária provocou 36.807 feridos.

De janeiro a março deste ano, ocorreram 6.776 acidentes com vítimas, mais 91 do que no período homólogo do ano passado.

O número de vítimas mortais no primeiro trimestre do ano foi de 106 (127 em 2013), enquanto se registaram 437 (390) feridos graves e 8.033 (8.091) feridos.

Recorde-se que dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revelavam, em janeiro deste ano, que os acidentes nas estradas portuguesas tinham provocado 519 mortos no ano passado, menos 54 do que em 2012.

Ou seja, mais de 1100 perderam a vida nas estradas nacionais em 2013. Mais de metade das vítimas eram feridos graves que acabaram por falecer já no hospital, num prazo de 30 dias.

«Uma conquista nacional»

O secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, sublinhou que, na última década, Portugal descresceu significativamente o número de mortos nas estradas portuguesas.

«Há 10 anos, o número de vítimas mortais era perto de 1.200. Evoluímos para metade e esta evolução é muito positiva, que não se deve a apenas um Governo ou mais que um Governo. Deve-se aos portugueses, que tiveram mudanças de atitude e comportamento», referiu.

João Almeida ressalvou a importância de «uma série de políticas públicas e práticas» para a redução da vítimas mortais em resultado de acidentes rodoviários e acrescentou que também as campanhas, muitas delas associando entidades privadas, e o trabalho das forças de segurança, contribuiu para «esta evolução, que deve ser registada e valorizada como sendo uma conquista nacional».

O governante disse ainda que os indicadores revelados hoje permitem perceber em que áreas se deve concentrar a ação em matéria de «prevenção e fiscalização».

Neste último domínio, João Almeida revelou que, em 2013, foram realizadas 50.358 operações de fiscaliação, com 3,2 milhões de condutores fiscalizados.