O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) disse esta segunda-feira acreditar que até 2016 sejam integrados nos quadros das escolas do arquipélago cerca de três centenas de docentes contratados.

«Temos esperança de que nestes três anos haja mais 300 professores no quadro da Região Autónoma dos Açores», frisou, em declarações aos jornalistas, o presidente do SPRA, António Lucas, à saída de uma reunião com deputados do PS na Assembleia Legislativa da região.

A bancada parlamentar do PS, em maioria na Assembleia Legislativa dos Açores, comprometeu-se a apresentar propostas de alteração a uma iniciativa legislativa do Bloco de Esquerda que visa a abertura de um concurso para integrar os professores contratados nos quadros da região.

Segundo António Lucas, as alterações propostas pelos socialistas vêm ao encontro das reivindicações do sindicato.

Em causa está, por exemplo, «a possibilidade de haver concurso interno e externo, que garanta que não haja ultrapassagens por essa via dos professores contratados aos professores do quadro», já que a proposta bloquista propunha apenas um concurso externo.

O presidente do SPRA salientou ainda que as propostas de alteração do PS garantem «a manutenção dos quadros de escola», quando o Bloco de Esquerda havia proposto a criação de um novo quadro de ilha.

Para António Lucas, a iniciativa dos socialistas «demonstra o esforço de no espaço de três anos resolver os principais problemas de precariedade» na região.

Pelas contas do sindicato, há necessidade de integrar nos quadros cerca de três centenas de professores contratados, mas a deputada do PS Catarina Furtado não confirmou este número, considerando que ainda é prematuro falar no número de vagas disponíveis.

As propostas de alteração do PS à iniciativa do Bloco de Esquerda serão apresentadas esta semana na sessão plenária de fevereiro da Assembleia Legislativa dos Açores e, segundo Catarina Furtado, deverão ser subscritas por outras forças políticas, uma vez que reúnem consenso.

«É mais um passo importante para se diminuir substancialmente a precariedade dos professores», considerou, alegando que a região respondeu «de uma forma também bastante rápida» à necessidade de integrar os professores contratados.

Ainda assim, a deputada socialista ressalvou que a notificação da Comissão Europeia nesse sentido foi dirigida ao Estado e não ao Governo Regional.