A maioria dos professores do Ensino Superior e investigadores (70 por cento) concorda com a necessidade de reorganizar a rede de instituições, revela um inquérito divulgado esta segunda-feira, que sugere também alterações ao modelo de financiamento.

O inquérito foi realizado pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), independente, para promover a «participação ativa» de docentes e investigadores na discussão sobre «As Linhas de Reforma do Ensino Superior», em preparação pelo Governo.

Sobre o modelo de financiamento, um pouco mais de dois terços dos inquiridos defende uma mudança e um quarto quer uma maior diferenciação ao nível das verbas atribuídas a universidades e institutos politécnicos.

O trabalho de auscultação à comunidade académica decorreu entre 18 de novembro e 01 de dezembro, junto de 3.609 docentes e investigadores, 56,2 por cento dos quais pertencentes ao Ensino Superior universitário e 43,8 por cento ao politécnico.

De entre os diferentes modelos possíveis para associar instituições de Ensino Superior, no âmbito da reorganização, a fusão alcançou apenas 13,1 por cento das preferências, sendo o consórcio a solução mais defendida (57,4 por cento).

Num total de 2.253 inquiridos que responderam a uma questão sobre a pertinência de manter um sistema binário (universidades e politécnicos), 68,3 por cento concorda com esta divisão e 31,7 por cento discorda.

A percentagem de respostas concordantes com a atual divisão é maior no Ensino Superior universitário (75,7 por cento) do que no Ensino Superior politécnico (59,9 por cento).

O sindicato sublinha que relativamente à necessidade de reestruturar a rede de instituições de Ensino Superior, num universo de 2.410 respostas, 73,6 por cento são favoráveis, enquanto 8,6 por cento não concorda e 17,8 afirma não saber ou não ter a certeza.

O SNESup afirma que dado «o curto prazo» indicado pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) para esta discussão, não foi possível desenvolver um estudo mais alargado.

O MEC deverá apresentar este mês uma proposta de reorganização da rede de Ensino Superior.

O inquérito foi lançado via Internet, com base numa lista de 31 questões.