Os bombeiros deviam fazer visitas regulares aos hospitais, mas nem sempre as administrações hospitalares estão receptivas, afirmou esta terça-feira o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP). Fernando Curto comentava desta forma o incêndio que deixou sem electricidade o hospital de Covões.

O hospital de Covões, em Coimbra, ficou esta madrugada sem energia durante cerca de quatro horas e meia devido a um incêndio nos quadros eléctricos, que inviabilizou o recurso aos geradores de emergência instalados naquela unidade.

Para Fernando Curto, presidente da ANBP, esta situação poderia ter sido facilmente identificada se tivesse sido realizado um simulacro.

«Se houvesse um simulacro tenho quase a certeza que teríamos identificado essa situação. Quando há corte de energia deve disparar logo um sistema alternativo», salientou este responsável, citado pela Agência Lusa.

Fernando Curto admitiu que, neste caso, «isso não funcionou porque possivelmente o quadro geral estava no mesmo local ou tinha as mesmas ligações».

O responsável da ANBP adiantou que, pela sua especificidade, os hospitais devem ser visitados regularmente. Isto para que os bombeiros possam melhorar a sua intervenção e obter um conhecimento rigoroso sobre um local onde pode existir inclusivamente risco de contaminação.

Fernando Curto salientou, ainda assim, que a situação tem vindo a melhorar, apesar de continuar a existir «um distanciamento muito grande entre os bombeiros e os hospitais».