A Polícia Judiciária identificou uma mulher de 38 anos, de Marco de Canaveses, que simulou ter sido assaltada na sua residência, na quarta-feira.

Segundo a PJ, a suspeita comunicou à autoridade policial que o assalto teria sido praticado por "um indivíduo encapuzado", na posse de uma arma de fogo.

A mulher alegava ter sido constrangida "a entregar vários artefactos em ouro e uma quantia em numerário que possuía em casa".

"Na sequência da investigação desenvolvida pela Polícia Judiciária, foi possível demonstrar a completa falsidade da versão apresentada", lê-se num comunicado, de acordo com a Lusa.

Segundo o documento, "subjacente à simulação do crime de que a mulher alegava ter sido vítima estavam gastos excessivos em compras", o que levou a suspeita "a vender os artefactos em ouro, alguns dos quais herdados pelo seu marido".

A PJ conclui que o facto de a "mulher ter sido vítima de roubo permitir-lhe-ia justificar, perante o cônjuge, a falta do dinheiro, bem como das peças em ouro".


A mulher não apresentava antecedentes criminais.