Quase 79% de Portugal continental encontrava-se, em julho, em situação de seca severa e extrema. O mês foi “quente e muito seco”, segundo a explicação que consta no boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O boletim especifica que, no final do mês passado, que 69,6% de Portugal continental estava em seca severa e 9,2% num estado extremo.

Houve, porém, um desagravamento na região interior Norte. Já no interior do Alentejo, a situação de seca piorou.

Em julho, os agricultores do Baixo Alentejo enviaram uma carta ao ministério da Agricultura a pedir medidas especificas de apoio à seca. Os níveis das barragens estão muito baixos.

Onda de calor

Foi registada uma onda de calor entre os dias 12 a 17, com a duração de 6 a 7 dias nas regiões do interior.

O valor médio da temperatura máxima do ar foi de 30,2 graus Celsius, o 11.º mais alto desde 1931. O valor médio da temperatura mínima do ar, 15,26 graus Celsius foi inferior em 0,4 graus ao valor normal.

Os dias 2 e 4 de julho e o período de 12 a 17 foram muito quentes, com valores muito altos da temperatura máxima.

Em Portugal continental, o dia 13 de julho foi o mais quente com 27,3 graus de temperatura média (mais 5,0 graus em relação ao normal), 36,4 graus de temperatura máxima (mais 7,7 graus) e 18,2 graus de mínima (mais 2,5 graus) ”.

Naqueles períodos, observaram-se valores da temperatura máxima maior ou igual a 35 graus (dias muito quentes) em mais de 50% das estações meteorológicas.

Foram também registados naqueles períodos valores da temperatura máxima superiores a 40 graus nas regiões do interior, salienta o documento, destacando a ocorrência de cinco dias consecutivos em Amareleja e Neves Corvo, no distrito de Beja. O valor de temperatura mais alto, 46,2 graus Celsius registou-se em Amareleja, distrito de Beja, no dia 13.

No que diz respeito à precipitação, o IPMA classificou julho como seco, com um valor médio de precipitação de 5,3 milímetros, o que corresponde a 38% do valor médio.

No documento, é assim indicado que 69,6% de Portugal continental estava em julho em seca severa, 9,2% em seca extrema, 16,5% em seca moderada, 4,2% em seca fraca e 0,5% em normal.

Já no final do mês anterior, de junho, cerca de 80% de Portugal continental estava em seca severa (72,3%) e extrema (7,3%). 

O IPMA classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.