O funeral do militar da GNR Bruno Chaínho, morto no sábado à noite no Pinhal Novo, realiza-se esta terça-feira às 14:00 na aldeia de Santo André, concelho de Santiago do Cacém, informou a GNR.

Bruno Chaínho foi atingido mortalmente à chegada ao restaurante «O Refúgio», depois de um alerta dos familiares do proprietário que foram sequestrados durante algum tempo no interior do estabelecimento, por um imigrante moldavo, de 58 anos, munido de armas de fogo e granadas.

A chegada da primeira patrulha, onde seguia Bruno Chaínho, permitiu a saída da mulher e da filha do proprietário do estabelecimento, mas o jovem militar acabou por ser mortalmente atingido pelo sequestrador.

O incidente só foi resolvido às 5:15 da madrugada de domingo, com uma intervenção tático-policial da GNR que culminou com a morte do sequestrador, depois de uma troca de tiros com elementos do Grupo de Operações Especiais da GNR.

De acordo com o relato do proprietário do restaurante, Gaspar Veloso, o imigrante entrou no restaurante no sábado à noite, pouco antes do encerramento, fez algum consumo e só depois lhe terá exigido uma verba de 50.000 euros.

O proprietário do estabelecimento admitiu também que o imigrante terá trabalhado para um empreiteiro que ele próprio contratou para a realização de algumas obras, mas garantiu que não tinha nenhuma relação contratual direta com o imigrante moldavo e que não lhe devia dinheiro.

Alguns moradores do bairro, que pediram anonimato, dizem, no entanto, que se trata de uma «história mal contada» e afirmam-se convictos de que se tratou de um «ajuste de contas».

«Em tempos o Mihael Codja trabalhou para o senhor Gaspar Veloso», disse à Lusa um morador do bairro, acrescentando que o proprietário do restaurante «há algum tempo que era conhecido por não ser pessoa de boas contas».

«Quando aqui chegou parecia o senhor milhões, mas era sempre um problema quando se tratava de cumprir os compromissos assumidos», disse outro morador no bairro, que terá tido relações comerciais com o dono do restaurante.

A agência Lusa tentou ouvir o proprietário do restaurante «O Refúgio», mas, apesar de várias tentativas efetuadas durante dois dias, tal não foi possível em tempo oportuno.