As multas por falta de cinto de segurança aumentaram 26% em 2015 em relação a 2014, tendo a GNR registado cerca de 32.000 infrações por falta deste dispositivo no ano passado.

Os dados foram avançados pela Guarda Nacional Republicana para anunciar a operação de fiscalização ao uso do cinto de segurança e cadeirinhas para crianças que se realiza até domingo.

Em comunicado, a GNR refere que registou 32.391 infrações por falta de cinto de segurança e cadeirinhas para crianças (sistemas de retenção para crianças) em 2015, correspondendo a um aumento de 26% em relação a 2014, quando foram multados 24.942 condutores.

O capitão Ricardo Silva, do comando-geral da GNR, disse à agência Lusa que mais de 90% das 32.391 infrações estão relacionadas com a falta de cinto de segurança.

Segundo aquela força de segurança, Porto (5.782), Braga (3.721), Aveiro (3.068), Lisboa (2.898) e Setúbal (2.061) foram os cinco distritos que registaram o maior número de multas por falta de cinto de segurança em 2015.

A GNR refere que a utilização do cinto de segurança e as cadeirinhas para crianças reduzem “a ocorrência e gravidade de lesões sofridas pelos ocupantes de uma viatura em caso de acidente de viação”, justificando a “particular atenção” às ações de prevenção e fiscalização dada a este tipo de dispositivos.

A GNR intensifica, até domingo, a fiscalização do uso do cinto de segurança e de sistemas de retenção para crianças, direcionando as ações para as vias onde as infrações por falta de uso destes dispositivos são mais frequentes.

Para a operação dos cintos de segurança foram mobilizados militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais, sendo realizada em simultâneo em todos os países da Europa e enquadra-se no plano definido pela European Traffic Police Network, organismo que congrega todas as polícias de trânsito da Europa, no qual a GNR é a representante nacional.