O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) constituiu como arguidos dois suspeitos de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos, na sequência de duas buscas domiciliárias e a um escritório de contabilidade, em Almada, foi anunciado esta terça-feira.

Segundo um comunicado do SEF, os dois suspeitos «emitiam contratos de trabalho celebrados com empresas que não desenvolvem qualquer atividade económica, com o único fim de, a troco de avultadas quantias monetárias, facultarem a legalização de estrangeiros».

De acordo com o SEF, por cada contrato emitido, os dois homens «cobravam um valor que poderia variar entre os 100 e os 600 euros, acrescido de verbas alegadamente destinadas a pagar as prestações dos supostos trabalhadores à Segurança Social».

Nas buscas realizadas no cumprimento de mandados judiciais, foram aprendidos quatro computadores, carimbos e documentação diversa, nomeadamente contratos de trabalho, extratos bancários, minutas de requerimentos e agendas que, segundo o SEF, constituem prova dos crimes praticados.