O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) defendeu esta quinta-feira «mão pesada» para os que «delapidam o dinheiro» dos contribuintes, numa referência à auditoria do Tribunal de Contas (TdC) que identificou remunerações acima da média a vários clínicos.

O Tribunal de Contas (TdC) identificou cinco médicos que, em 2009, auferiram remunerações médias mensais que variaram entre os 12 mil e os 53 mil euros e que, em 2012, ainda eram os que mais dinheiro recebiam, embora menos.

A auditoria às remunerações mais elevadas pagas pelas unidades hospitalares que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) já é do conhecimento do ministro da Saúde, que se manifestou preocupado com algumas das constatações do relatório.

No seu site, o SIM defende «mão pesada para todos os ilícitos que delapidam o dinheiro dos impostos de todos nós».

Este sindicato afirma não compreender que, apesar das suas «múltiplas insistências e chamadas de atenção», ainda «não se conheça um administrador, um diretor financeiro que tenha sido demitido ou responsabilizado pelo pagamento de centenas de milhares de euros, muitas vezes perpetuando situações de inqualificável promiscuidade».

Segundo o TdC, «as unidades hospitalares do Alentejo e do Algarve foram aquelas onde se detetaram os médicos que auferiam as remunerações mais elevadas, ficando por esclarecer se a causa radicará na falta de atratividade de novos médicos devido à escassez de informação sobre as remunerações potencialmente auferíveis por cada profissional».

Das unidades hospitalares do SNS, as especialidades médicas como a oftalmologia, a ortopedia e a anestesiologia são as que «têm gerado as remunerações mais elevadas», acrescenta o relatório.