A administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) admitiu esta terça-feira a existência de situações de falta de roupa hospitalar na unidade de Bragança, o que atribuiu a «problemas de stock do fornecedor».

A administradora para a área financeira da ULSNE, Aida Palas, confirmou hoje à Lusa que tem recebido queixas e preocupações, nomeadamente por parte de utentes ou familiares, relativas a situações em que os doentes são obrigados a usar vários dias o mesmo pijama ou a utilizarem lençóis em vez de toalhas depois do banho.

O problema «não é de ontem, é de alguns dias, mas está praticamente solucionado», segundo garantiu a administradora, acrescentando que a situação deverá estar ultrapassada «no final deste mês [março], princípios do mês de abril».

De acordo com a responsável, o problema deve-se à «limitação do stock disponível» do fornecedor, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), «para fornecer nas quantidades necessárias da ULS».

«Foram questões pontuais, não era uma situação que se repetisse constantemente, mas efetivamente houve alguns constrangimentos», afirmou.

Segundo adiantou, a ULSNE está «a fazer uma melhor redistribuição de toda a roupa hospitalar e o fornecedor também está a aumentar a capacidade de oferta, o stock dessa roupa, para diariamente repor nos serviços».

A administradora rejeitou qualquer ligação da falta de fornecimento de roupa hospitalar a constrangimentos financeiros ou dívidas ao fornecedor.

«A ULS tem problemas de financiamento, mas não tem a ver com isso», afirmou, sublinhando que o fornecedor em causa recebe «num prazo que poucos fornecedores têm no seu negócio».