A Direção-Geral de Saúde alertou esta quarta-feira para a concentração de fumo na zona do Porto, em resultado dos incêndios a lavrar no distrito, recomendando que crianças, idosos, grávidas e doentes com asma devem permanecer no interior de edifícios.

«Os incêndios são uma das maiores fontes de emissão de poluentes gasosos e libertação de partículas para a atmosfera, com repercussões na qualidade do ar e na saúde humana», refere nota enviada pelos Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde da DGS, intitulada «efeitos sentidos na zona do Porto em resultado dos incêndios na envolvente».

Segundo a Proteção Civil, quatro incêndios estão ainda em curso no distrito do Porto, com mais de 290 bombeiros a combater as chamas (Amarante, Baião, Póvoa de Varzim e Marco de Canaveses).

A DGS lembra que «a concentração de fumo pode variar constantemente ao longo do dia e afetar pessoas que se encontram em locais mais afastados da área onde ocorre o incêndio» e que «a principal ameaça para a saúde resultante do fumo provém das partículas que constituem um poluente atmosférico que pode afetar a saúde».

«Os principais sintomas são: irritação nos olhos, nariz, garganta e tosse. Pode haver risco de agravamento de doenças respiratórias», alerta a direção-geral de saúde segundo a qual «os efeitos dos incêndios podem ser sentidos com maior intensidade em grávidas, crianças, doentes com problemas respiratórios, doentes com problemas cardíacos, trabalhadores ao ar livre e população envolvida nas imediações de um incêndio».

Nesse sentido, é recomendando que «a população em geral deve reduzir os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes».

Já «as crianças, os idosos, as grávidas, os doentes com problemas respiratórios crónicos, principalmente asma, e os doentes do foro cardiovascular (¿) devem, se possível, permanecer no interior dos edifícios com as janelas fechadas e utilizar sistemas de purificação do ar ou ar condicionado».

Às pessoas que se encontrem na proximidade de um incêndio e que necessitem de permanecer no exterior, a DGS recomenda que «devem proteger a boca e nariz com lenços húmidos»,noticia a Lusa.