O número de consultas nos centros de saúde e hospitais públicos cresceu mais de 2% entre janeiro e outubro face a igual período de 2013 e o número de cirurgias estabilizou, de acordo com a administração central de saúde.

«O número de utilizadores dos cuidados de saúde primários aumentou 1,8%, face ao período homólogo, realçando-se que 6,6 milhões de utentes tiveram pelo menos uma consulta médica até outubro. As consultas médicas nos cuidados de saúde primários mantiveram a tendência de crescimento, registando-se uma subida de 2,2% até outubro», adianta um comunicado divulgado esta terça-feira pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) referente a dados da assistência prestada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De acordo com a ACSS, as consultas não presenciais cresceram 2,9% e as presenciais 2,2%, o que de acordo com a instituição reflete «a melhoria do acesso com maior flexibilidade e adequação às necessidades das populações».

Já no que diz respeito à atividade hospitalar, o número de primeiras consultas cresceu 1,2% face ao período homólogo, assim como as consultas subsequentes, que aumentaram 2,2%.

No total houve mais 186.540 consultas nos hospitais públicos entre janeiro e outubro do que em igual período de 2013.

A urgência hospitalar registou, segundo a ACSS, uma «estabilização da atividade», com um crescimento de 0,4%. No que diz respeito às intervenções cirúrgicas, estas registaram um número igual ao de 2013, sendo que do total 58% foram cirurgias em ambulatório, ou seja, sem necessidade de internamento hospital subsequente.

«Ao nível do internamento, verificou-se uma redução de 1,8% do número de doentes saídos, o que confirma a tendência de transferência da atividade de cirurgia convencional para o ambulatório», refere ainda o comunicado.