Uma mulher em pânico saltou do 2.º andar onde estava, no n.º 66 da praça Mouzinho de Albuquerque, conhecida por Rotunda da Boavista, na cidade do Porto. Segundo uma testemunha ocular ouvida pela repórter Mariana Barbosa da TVI24, o homem que estava com ela terá conseguido descer pela caleira de águas pluviais do prédio.

A reportagem da TVI24 no local apurou que o incêndio deflagrou no 2.º andar do prédio, onde estava um casal, e não se terá propagado ao resto do prédio, que fica ao lado da conhecida e movimentada confeitaria Peninsular.

“Deparámo-nos com um incêndio que deflagrou num quarto do primeiro andar e ficou circunscrito apenas a esse quarto, sendo que os danos causados na restante habitação se devem ao intenso fumo e calor”, explicou aos jornalistas, no local do incidente.

Em contacto com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, a TVI24 confirmou a existência de dois feridos. O mesmo contacto adiantou que o fogo já foi extinto.

Ao que a TVI24 apurou, os dois feridos foram transportados para o Hospital Santo António.

De acordo com a página da Proteção Civil, 26 operacionais e dez viaturas estiveram no local. Neste momento, o prédio não reúne condições, revelou, sublinhando que a Proteção Civil está no local para proceder à sua avaliação e, se necessário, tratar do realojamento dos moradores.

Moradores falam em “más condições”

O prédio habitacional “não tem condições nenhumas”, sendo já “muito velho”, relataram à Lusa no local alguns dos moradores.

A viver num quarto desde janeiro, Francisco Silva relatou que foi a Segurança Social que o encaminhou para esta habitação, que “não tem condições nenhumas, com soalhos podres e uma cozinha para as 10 ou 12 pessoas” que lá residem.

No interior do prédio quando deflagrou o incêndio, o morador disse que se apercebeu de um “cheiro a fumo”, que, logo depois, passou a ser intenso, tendo nessa altura saído ainda sem grandes problemas.

Dizendo que o imóvel está em “muito mau estado” de habitabilidade, Manuel Ferreira, a residir no prédio há um ano e meio, adiantou que as condições são “muito más”, não havendo sequer água quente na cozinha, que é partilhada por todos.