O homem de 74 anos que estava internado em Coimbra, na sequência de um AVC sofrido no hospital de Faro, morreu esta segunda-feira.
 
Segundo fonte do gabinete de comunicação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o idoso faleceu entre as "00:00 e as 00:30 de hoje, na Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC)".

Sebastião Pereira deu entrada no hospital de Faro no dia 14 de dezembro e sofreu um AVC seis horas depois. Os médicos pediram a transferência para o hospital de São José, em Lisboa, que recusou receber o doente porque o médico estava quase a sair de serviço.
 
Acabou por ser transportado para Coimbra, de ambulância, no dia 15 de dezembro, às 03:00. Morreu esta segunda-feira de madrugada, após vários dias em coma profundo.

O Centro Hospitalar do Algarve garantiu este domingo que foram cumpridas todas as normas de transferência de doentes. 

A agência Lusa falou com o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e Pedro Nunes anunciou que, esta segunda-feira, iria ser aberto um inquérito para averiguar o caso, apesar de ainda não ter conhecimento formal de qualquer queixa apresentada pela família do utente.

O responsável sublinhou que a transferência de doentes é feita e organizada pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e, em condições ideais, de helicóptero, o que não acontece caso haja algum problema clínico que não permita ao utente fazer a viagem neste modo de transporte ou se as condições climatéricas forem impeditivas de fazer o voo.


"Quando isso acontece, o transporte é feito de ambulância e o hospital de Faro assegurou, como lhe compete, que o doente era transferido com o acompanhamento de um médico e de um enfermeiro especializados em cuidados intensivos", contrapôs o administrador do CHA.


Pedro Nunes disse também que o utente necessitava de ser atendido pela neurorradiologia e, como em Faro não há esse serviço, o hospital avançou para a sua transferência para uma unidade de referência prevista para o efeito e que "não tem de ser obrigatoriamente São José, pode ser, por exemplo, Santa Maria", também em Lisboa, sublinhou.