A mãe suspeita de ter matado o filho e abandonado do corpo ficou em prisão. A mulher, de 23 anos, foi interrogada em tribunal tendo sido aplicada a medida de coação mais grave, pela suspeita de homicídio e profanação de cadáver.

Em comunicado publicado na sua página oficial, o Ministério Público da Procuradoria da Comarca de Santarém informa que a mulher, “fortemente indiciada de ter praticado factos passíveis de integrarem os crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver de um recém-nascido”, seu filho, prestou declarações durante o interrogatório realizado na quarta-feira.

“O Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, com fundamento no perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas, visando prevenir manifestações de justiça popular e, consequentemente, a ofensa da integridade física e mesmo da vida da arguida”, segundo a nota.

Esta posição “foi integralmente acolhida pelo Juiz de Instrução Criminal que determinou a prisão preventiva”, adianta, encontrando-se o inquérito, dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Santarém, em segredo de justiça.

O corpo do recém-nascido foi encontrado numa zona com vegetação, na proximidade de uma casa em ruínas, numa das barreiras da cidade de Santarém.

Em comunicado, a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ informou que a investigação realizada após a descoberta do corpo, permitiu apurar que a mulher, “após o parto, terá provocado a morte ao filho recém-nascido e abandonado o corpo num local ermo”.

A autópsia revelou que o bebé morreu por asfixia. 

O caso tem mais uma arguida, a melhor amiga da mãe, que terá ajudado na deslocação do corpo do bebé para a zona de mato.