A adesão à greve de enfermeiros no Hospital de Santarém rondou «os 60 a 70%» no turno da manhã de hoje, admitiu o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).



Os enfermeiros do Hospital de Santarém iniciaram, esta terça-feira, uma greve de quatro dias, protestando contra o «incumprimento dos horários de trabalho» e reivindicando a rápida admissão de mais profissionais para a unidade

de saúde.



Em declarações à agência Lusa, Helena Jorge, do SEP, disse que a adesão à greve, que se prolonga até sexta-feira, «ronda hoje os 60 a 70%», tendo destacado uma «adesão de 100%» nos serviços de urgência geral, cardiologia e serviços de medicina.



«No bloco operatório e cirurgia de ambulatório os enfermeiros não aderiram à greve no dia de hoje», destacou a dirigente sindical.



Segundo Helena Jorge, os serviços de urgências estão a funcionar, em termos de pessoal de enfermagem, em regime de serviços mínimos. Os utentes «podem ter de esperar mais do que as quatro horas habituais, mas vão ser todos atendidos», assegurou.



«Já somos poucos enfermeiros e temos muitos utentes internados, pelo que apelamos a que, em situações que não sejam realmente urgentes, se desloquem para os centros de saúde para procurar atendimento», solicitou a dirigente sindical.

Na segunda-feira, a administração do hospital anunciou que obteve autorização para contratar 17 enfermeiros, número que o SEP considera insuficiente.



Convocada pelo SEP, a greve teve início hoje, às 08:00, e prolonga-se até às 24:00 de dia 22 de agosto, sexta-feira.

Conselho de Administração fala em 52,5%

Entretanto, o Conselho de Administração (CA) do Hospital de Santarém admitiu já que a adesão à greve dos enfermeiros que hoje começou na unidade é de 52,5%, refutando os números avançados pelo Sindicato, que apontou para entre 60 e os 70%.

Em comunicado, o Conselho de Administração assegura, por outro lado, que estão «reunidas todas as condições para a prestação de cuidados» médicos aos seus utentes.

«Impõe-se neste momento uma palavra de tranquilização a todos os utentes do hospital, já que se encontram asseguradas todas as condições que permitem a esta unidade de saúde manter os cuidados adequados à população que serve», afirma a administração na nota divulgada esta tarde.

Segundo o Conselho de Administração, o bloco operatório central está «em funcionamento pleno e de acordo com a programação pré existente, assim como o bloco de cirurgia de ambulatório».

«O serviço de Consulta Externa está em funcionamento pleno e os Serviços de Urgência e de Internamento com os cuidados mínimos assegurados», acrescenta a administração.