Por: Redacção / SM | 9- 2- 2012 23: 35
O presidente do Instituto Português do Sangue (IPS) disse esta quinta-feira que as reservas de sangue dos grupos A e 0
negativos são suficientes para «dois ou três dias», apelando aos dadores de sangue que voltem a doar.
As dádivas
de sangue baixaram em cerca de 20 por cento nos últimos dois dias, na sequência de notícias sobre o desperdício de plasma
em Portugal, disse o secretário de Estado adjunto da Saúde, em conferência de imprensa no Ministério da Saúde, em Lisboa.
O
presidente do IPS, Hélder Trindade, esclareceu que os grupos sanguíneos A e 0 negativo são aqueles que apresentam maiores
carências: «Em relação ao 0 negativo e ao A negativo, nós hoje estamos a falar de [reservas para] muito poucos dias. Dois
ou três dias», afirmou.
«As situações problemáticas ocorrem quando se juntam dois factores: um é a baixa de colheita
de sangue e o outro é haver acidentalmente mais doentes que precisam daquele tipo de sangue, que é o que está a acontecer
neste momento», disse ainda o responsável.
Hélder Trindade referiu que, em relação aos outros grupos sanguíneos,
há também uma quebra nas reservas que normalmente são de 20 a 25 dias mas que estão agora nos 10 dias.
Questionado
sobre se já se verifica falta de sangue para cirurgias ou tratamentos nos hospitais, o presidente do IPS disse que não tem
informação concreta sobre isso, mas que acredita ainda não ser esse o caso
O secretário de Estado adjunto da Saúde,
Leal da Costa, reiterou que «em circunstância alguma» deixa de ser preciso que os dadores dêem sangue, explicando que «os
componentes do sangue que mais preocupam são os glóbulos vermelhos e as plaquetas», uma vez que são aqueles que estão em falta.
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