Por: Redacção / SC | 16- 2- 2011 13: 52
O novo presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), Álvaro Beleza, quer instituir a praxe de doação de sangue nas
universidades.
Álvaro Beleza disse à Lusa que vai propor às universidades do país a criação de uma «praxe de iniciação»
de doação de sangue para motivar as camadas jovens a doar, porque os dadores estão a envelhecer.
O médico lamenta
que a idade média dos dadores de sangue ronde os 50 anos e dá como bom exemplo a Associação de Dadores de Arraiolos, no Alentejo,
onde 10 por cento da população doa sangue anualmente e onde aos 18 anos os jovens o fazem como uma espécie de ritual de iniciação
à idade adulta.
De acordo com o que o médico declarou à Lusa, o IPS colhe todos os anos cerca de 250 mil unidades
de sangue (60 por cento) e os hospitais portugueses cerca de 150 mil unidades, mas o presidente quer que o instituto processe
80 por cento do sangue colhido.
Embora as reservas de sangue nacionais estejam consideradas satisfatórias, o consumo
de sangue tem vindo a crescer. Álvaro Beleza relembra ainda que a dádiva de sangue funciona para o dador como uma espécie
de «check up» anual.
O sistema de sangue português é um dos mais auditados no sector da saúde e também um dos dez
melhores do mundo, refere o médico, sublinhando que existem vários protocolos de investigação com grandes laboratórios mundiais.
Sobre
a polémica da doação de sangue por homossexuais, Álvaro Beleza refere que o assunto é uma «não questão», e diz que o importante
nas dádivas é que os dadores tenham uma vida sexual «estável» e «com apenas um parceiro».
E o leitor, concorda?
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