Pela primeira vez, os bombeiros sobreviventes dos incêndios do verão passado contam o que realmente aconteceu nos fogos onde oito bombeiros perderam a vida. Um olhar crítico e emotivo de quem assume ter existido erro humano.

Em exclusivo à TVI, os sobreviventes explicam o que aconteceu nos locais dos incêndios trágicos que levaram a estas mortes em combate, entre junho e setembro de 2013.

Até hoje, nunca foram conhecidas as conclusões da segunda parte do relatório, encomendado pelo Governo, sobre as mortes de Bernardo Cardoso, 18 anos, e Cátia Dias, 21, ambos da corporação de Carregal do Sal; Bernardo Figueiredo, 23 anos, do Estoril; Ana Rita, 24 anos, de Alcabideche; Daniel Falcão, 25 anos, e António Ferreira, 45, de Miranda do Douro; Pedro Rodrigues, 40, da Covilhã; e Fernando Reis, 50 anos, de Valença.

E este verão, o que mudou? No Repórter TVI desta segunda-feira, «A Ferro e Fogo», uma investigação da jornalista Ana Leal, confirma, após mais de 4 mil quilómetros percorridos de Norte a Sul do país, que muito pouco foi feito para se evitar uma nova tragédia.

A floresta está abandonada, matas nacionais são autênticos barris de pólvora. A maioria das corporações ainda não tem o equipamento apropriado para enfrentar as chamas. As botas que continuam a ser usadas derretem. Calças e restante equipamento ardem em poucos segundos.



«A Ferro e Fogo», uma reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de João Paulo Delgado e montagem de Miguel Freitas.