A Polícia Marítima portuguesa resgatou na terça-feira no mar Egeu 34 migrantes e refugiados que se dirigiam num bote para a Grécia.

O resgate ocorreu durante uma patrulha de controlo de fronteiras da União Europeia pela equipa da PM que se encontra na ilha grega de Lesbos desde o dia 1 de outubro, integrada na missão da agência FRONTEX – POSEIDON SEA 2016.

Segundo a Polícia Marítima, os migrantes/refugiados pretendiam chegar a território europeu a todo o custo e não obedeciam às ordens.

"Estavam muito agitados, nervosos e pouco cooperantes, colocando em risco de vida duas crianças e uma mulher grávida de sete meses."

No total, foram resgatados para o interior da embarcação ARADE, 34 migrantes e refugiados, dos quais duas crianças, nove mulheres e 23 homens.

Estes eram oriundos do Afeganistão, Bangladesh, Eritreia, Irão, Iraque, Mali, Nigéria, Paquistão e Síria.

As 34 pessoas foram depois transferidas para um navio da Guarda Costeira grega (GCG)e levados diretamente para o porto de Mitilene, onde foram registados.

O bote onde seguiam, bem como todos os seus pertences, foi rebocado pela embarcação da Organização Não Governamental (ONG) presente no local e entregue à GCG.

Desde o início da missão, a PM portuguesa já resgatou, em segurança e transportou para terra, 3431 refugiados e imigrantes que corriam risco de vida, dos quais 859 bebés e crianças e 745 mulheres, e deteve cinco facilitadores.

A equipa portuguesa é composta por 11 Agentes da PM, um técnico para o apoio e a manutenção das embarcações e um técnico para a manutenção da componente elétrica e eletrónica da Viatura de Vigilância Costeira.

A PM vai manter o seu apoio à GCG, cooperando no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço, integrada na missão da agência FRONTEX, até ao dia 30 de setembro de 2016.