O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, revelou esta sexta-feira que o relatório apresentado pela comissão de avaliação da rede de referenciação hospitalar em saúde materna “não vai para a frente”.

“Esse é um tema que não é problema porque nada disso vai para a frente nesses termos. Nada disso vai acontecer”, garantiu o governante no final da apresentação do livro de comemoração dos 25 anos da Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho.

Quanto à proposta de desqualificação da unidade materno infantil do hospital de Gaia/Espinho, apresentada pela comissão, assegurou que “as coisas que estão como estão vão continuar no centro hospitalar de Vila Nova de Gaia”.

Também presente, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), Silvério Cordeiro, disse que “à partida não vai haver problemas” e que aquela unidade de saúde irá manter a “diferenciação da maternoinfantil que sempre” teve.

A 20 de maio a Câmara de Gaia aprovou, por unanimidade, recomendar ao Governo que desconsiderasse aquela proposta de desqualificação.

Em causa está a proposta da comissão criada pelo anterior Governo para avaliar a Rede de Referenciação Hospitalar em Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, divulgada no final de maio no portal do Serviço Nacional da Saúde e que esteve em discussão pública até 30 de junho.

Na proposta era defendida, entre outros, “a transferência dos cardiologistas pediátricos do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho e do Centro Hospitalar do Porto para o Serviço de Cardiologia Pediátrica do Centro Hospitalar de São João”.

E ainda: “defende-se a transferência dos cirurgiões pediátricos do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho e do Centro Hospitalar Trás-os-Montes e Alto Douro para os Serviços Diferenciados de Cirurgia Pediátrica”.

De acordo com a autarquia, tratava-se pois de uma “proposta de desqualificação” da Unidade Materno Infantil do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho (CHVNG/E), que se encontra “marcada por erros de análise” e que assenta “num conjunto de erros factuais de apreciação da situação presente”.

No final de junho também a Assembleia Municipal de Espinho aprovou por unanimidade uma moção do PS contra a desqualificação da unidade materno infantil do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho.