Os trabalhadores de cantinas,  refeitórios e bares concessionados anunciaram esta sexta-feira uma greve nacional para o próximo dia 13 de novembro. A decisão foi tomada depois de uma manifestação que decorreu hoje em Carnaxide,  Oeiras. As exigências passam por aumentos salariais e pela negociação do contrato coletivo de trabalho. 

No protesto de hoje, ficou aprovada uma moção para exigir «aumentos salariais de 3%, no mínimo 30 euros», «emprego seguro, sem precariedade e com direitos», «remuneração e categorias profissionais de acordo com as funções exercidas», «pagamento do subsídio noturno e dos retroativos devidos» e «pagamento do subsídio de alimentação e de férias».

Convocado pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), o protesto aconteceu em frente à sede do Grupo Trivalor, um dos maiores grupos do setor, contra o congelamento salarial no setor das cantinas que se regista há quatro anos.

«Queremos que comecem as negociações sérias para darem melhores condições aos trabalhadores que têm direito a isso. Reduziram o pessoal e aumentaram o trabalho e há trabalhadores que, com os descontos, ganham pouco mais do que o salário mínimo», afirmou aos jornalistas António Baião, presidente do sindicato de hotelaria do Centro.

Além disso, acusou o sindicalista, a associação patronal AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) tem vindo a adiar as negociações. «Há dois anos que estas negociações deveriam ter começado e até agora estamos à espera. A AHRESP que comece definitivamente as negociações sérias para defesa dos direitos dos trabalhadores», apelou, citado pela Lusa.

O responsável adiantou ainda que a luta dos trabalhadores do setor da alimentação coletiva, que abrange um universo de mais de 20 mil trabalhadores, vai continuar e por isso está a ser preparada uma greve nacional para o dia 13 de novembro.

No protesto de hoje estiveram presentes trabalhadores da região Centro, de Guimarães, Braga, Gaia, Matosinhos e Porto. «Queremos mais salários», «direito à contratação coletiva», «direitos conquistados não podem ser roubados» e «Governo para a rua» eram algumas das inserções que podiam ser lidas nos cartazes envergados pelos trabalhadores em protesto.