O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, recebe na sexta-feira representantes da Associação Nacional de Escolas Profissionais (Anespo), que hoje acusou a tutela de falta de definição da oferta formativa para o próximo ano letivo.

Em comunicado hoje divulgado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) informa que a Anespo será recebida na sexta-feira pelo ministro e pelo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho.

Na nota, o Ministério assegura que a rede de oferta formativa «está estabelecida em estreita articulação com as escolas, públicas e privadas».

A tutela refere que pretende «desenvolver o ensino profissional de qualidade, com reforço da formação em contexto de trabalho (...), tendo em conta as expectativas de futuro dos jovens, para uma rápida inserção no mercado de trabalho e a necessária adaptabilidade da oferta formativa às prioridades das regiões e do tecido económico nacional».

A Anespo acusou hoje ainda, numa conferência de imprensa anterior à divulgação da nota da tutela, o Ministério de reter alunos nas escolas públicas e alegou que mais de 300 professores das escolas profissionais podem ficar desempregados no próximo ano letivo, pela redução do número de turmas esperada por estes estabelecimentos.

A Associação Nacional de Escolas Profissionais entregou uma carta dirigida a Nuno Crato, a expor as suas preocupações em relação à oferta formativa para o próximo ano letivo.