A polémica instalou-se, na quinta-feira, depois do Patriarca de Lisboa ter emitido orientações sobre os católicos divorciados que vivem em "situação irregular" devem optar por uma "vida em continência", isto é, sem a prática de relações sexuais.

As orientações surgem da interpretação de "Amoris Laetitia", uma exortação do Papa Francisco sobre a integração dos divorciados e recasados nos ideais católicos, que propõe uma maior abertura da Igreja para as novas formas de estar em família.

De imediato, vários foram aqueles que se insurgiram contra o texto de D. Manuel Clemente e nas redes sociais são vários os que criticam o Patriarca de aconselhar os recasados a absterem-se de ser relações sexuais e chegam mesmo a dizer que o cardeal patriarca não dizer às pessoas como se devem comportar no casamento. 

O "conselho" de D. Manuel Clemente deu ainda azo a que, nas redes sociais, muitas pessoas lembrassem o cardeal-patriarca de que há assuntos mais importantes com os quais se preocupar, entre os quais a pedofilia na Igreja Católica.

 

Mas, se há quem discorde de D. Manuel Clemente, também há quem o defenda nas redes sociais , lembrando que o texto de D. Manuel Clemente não é mais do que o anúncio "à diocese do ensinamento do Papa Francisco" e que o real problema está nos ideais da Igreja.