A delinquência juvenil disparou 23,4 por cento no ano passado, com mais 453 casos, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). De destacar, também, o aumento de 5,4% no número das ocorrências escolares, a maior parte (72,5%) de natureza criminal.

De acordo com o documento entregue esta terça-feira no Parlamento, e que é citado pela Lusa, a delinquência juvenil subiu de 1.940 casos em 2013 para 2.393 casos o ano passado, depois de ter baixado ligeiramente de 2012 (2.035 casos) para 2013. Dos últimos cinco anos, foi em 2010 que se registaram mais casos de delinquência juvenil, com 3.880 ocorrências.

O RASI engloba no conceito de criminalidade grupal os crimes praticado por três os mais suspeitos, independente do tipo de crime ou do nível de participação de cada interveniente, e na delinquência juvenil a prática de um crime (nos termos da lei tutelar educativa) por menores com idades entre os 12 e os 16 anos.

No que se refere à criminalidade grupal, o relatório aponta para um decréscimo de 2,5% (menos 165 casos), mantendo a tendência que se vem observando nos últimos anos (6.513 casos em 2013, 7.300 em 2012 e 8.285 em 2011).

Mais crime nas escolas

As forças de segurança registaram no ano letivo 2013/14 um total de 6.693 ocorrências no âmbito do Programa Escola Segura. A maior parte (4.854, ou 72,5%) das ocorrências em contexto escolar são de natureza criminal, uma área onde o aumento em relação ao ano letivo 2012/2013 se situou nos 8,1%.

Uma boa parte delas são  ofensas corporais (1.665). A seguir vêm os  furtos (1.220), as injúrias (669) e os roubos (287).

A maioria das ocorrências registadas pela GNR e PSP no âmbito do Programa Escola Segura aconteceram no interior das escolas (3.324), ums subida de 10,8% relativamente ao ano letivo 2012/2013. 

O RASI contabilizou ainda 256 casos de vandalismo/dano, 142 ofensas sexuais, 119 casos de posse/consumo de droga, 72 de posse/uso de arma e 22 ameaças de bomba.

Por localidades, metade (2.880) foram registadas no distrito de Lisboa, seguindo-se o Porto (1.171), Setúbal (546), Faro (339), Braga (249), Aveiro (223), Leiria (168), Santarém (162), Coimbra (137), Madeira (128) e Viana do Castelo (115).

Abaixo das 100 ocorrências estão os Açores e Bragança (ambos com 93), Guarda (82), Évora (71), Viseu (68), Vila Real (56), Portalegre e Castelo Branco (40) e Beja (32).