O Governo garantiu que o alargamento do sistema RAPID de controlo de passageiros a mais nove nacionalidades mantém reforçados os níveis de segurança nos aeroportos, além de tornar mais célere a passagem pela fronteira.

“Isto não implica perda de segurança. Pelo contrário, isto aumenta o nosso nível de segurança. O SEF controla da mesma forma, com a mesma rigidez e com a mesma segurança os nossos aeroportos. Que fique bem claro: modernizamos, simplificamos e mantemos os níveis de segurança”, disse aos jornalistas o secretário de Estado da Administração Interna.

Jorge Gomes falava após a cerimónia que assinalou, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a entrada em funcionamento do Sistema de Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente (RAPID) a cidadãos de mais nove países.

Atualmente, passam pelo sistema RAPID, equipamento eletrónico que realiza de forma automática e sem intervenção humana os procedimentos de controlo de fronteira, os cidadãos nacionais e da União Europeia.

A partir desta segunda-feira, o RAPID, nas partidas internacionais do aeroporto de Lisboa, passa a poder ser utilizado também pelos cidadãos dos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Brasil, Venezuela, Japão, Coreia do Sul, Singapura e Nova Zelândia.

Jorge Gomes adiantou que os cidadãos destes países, desde que tenham entrado em Portugal, podem sair via RAPID, sendo uma “forma simplificada dos passageiros embarcarem”.

Também a diretora nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteira, Luísa Maia Gonçalves, garantiu o controlo a estes cidadãos, além de todo o processo ser mais rápido e simplificado.

“Este tipo de controlo tecnológico é acompanhado por um controlo feito pelos inspetores que estão nas boxes a controlar o registo que é feito e cruzado com bases nacionais e internacionais”, disse, sustentando que “a parte automatizada contribui para uma celeridade, mas é acompanhada por um controlo feito pelos inspetores” do SEF que estão na retaguarda para fazerem o cruzamento e deteção de qualquer medida que possa existir.

O secretário de Estado anunciou ainda que o objetivo é alargar o sistema RAPID a estas nove nacionalidades aos aeroportos de Faro e Porto, bem com aos cais de embargue de passageiros de cruzeiro.

“O sistema RAPID existe desde 2007 e foi alargado a mais nove países nas saídas do aeroporto de Lisboa. Vamos agora começar a trabalhar para chegar aos restantes postos de fronteiras, aéreos e marítimos”, explicou a diretora nacional do SEF.

Desde 2007 que Portugal utiliza o controlo automatizado de fronteira, para entradas e saídas do país, de cidadãos europeus, maiores de 18 anos, portadores de passaporte eletrónico ou de cartão de cidadão para o cidadão português.

O sistema RAPID torna a passagem de fronteira mais célere, salvaguardando a segurança, por fazer uso do reconhecimento facial.

Anualmente, o RAPID é utilizado por quase 2 milhões de passageiros europeus, só na fronteira do aeroporto de Lisboa.