A PSP anunciou, nesta quarta-feira, que apreendeu mais de 7.000 doses de haxixe e 112 doses de cocaína na operação de terça-feira no Grande Porto, que incluiu a detenção de 23 alegados traficantes de droga.

Em conferência de imprensa, a PSP informou esta manhã que a investigação de dois anos culminou na terça-feira transata, depois de 47 buscas domiciliárias e três não domiciliárias em aglomerados habitacionais nas áreas das cidades do Porto, Vila Nova de Gaia e Lourosa.

A operação que arrancou pelas 06:00, culminou com a detenção de 23 pessoas, com idades entre os 24 e os 64 anos de idade, designadamente vários elementos de uma família que seria o “núcleo duro” da rede de traficantes.

Em declarações aos jornalistas, o comissário da PSP do Porto Afonso Sousa explicou que a investigação relativa ao tráfico de estupefacientes incidiu numa família de Vila Nova de Gaia, mais concretamente da zona do Areinho, e que essa família era “o núcleo duro do grupo organizado”.

O trabalho da polícia envolveu cerca 250 elementos da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP do Porto, e da Força destacada da Unidade Especial de Polícia do Corpo de Intervenção e do Grupo Operacional Cinotécnico, resultando na detenção de 23 pessoas: 11 em flagrante delito e 12 por mandado de detenção fora de flagrante delito.

A polícia apreendeu haxixe suficiente para 7.249 doses individuais, cocaína para 112 doses individuais, liamba para cerca de 23 doses individuais, 66 mil euros em numerário, 57 peças de ourivesaria, nove viaturas, 50 telemóveis, duas armas de fogo (uma pistola de calibre 7.65 e uma pistola de calibre de nove milímetros), 394 munições de diversos calibres e outros objetos utilizados na venda direta de droga, informaram as autoridades.

No decorrer dos dois anos de inquérito foram feitas várias diligências que tinham já resultado em seis detenções e na apreensão de 10 mil doses de haxixe e 1.500 doses de cocaína.

O comissário Afonso Sousa acrescentou que a família detida envolve “os vários estratos geracionais”, desde pais, filhos e avós, que muitos tinham “um papel preponderante no grupo” e que “estavam no topo da pirâmide” e que eram o “núcleo duro da organização criminal.

Questionado sobre se o quartel-general para a droga era a casa da família suspeita de tráfico de droga, o comissário da PSP respondeu “não necessariamente”, porque as pessoas tentaram diluir as coisas de forma a ser mais difícil a Polícia conseguir fazer prova.

Os detidos não ofereceram resistência, porque o fator surpresa foi aliado da PSP e “ocorreu tudo sem qualquer incidente de maior”.

Alguns dos detidos tinham profissões paralelas ao tráfico de droga, mas a “maioria não tinha profissão”, acrescentou a mesma fonte.

(foto arquivo)