Dois sindicatos que representam os polícias condenaram as agressões a agentes da PSP, referindo que existe um "sentimento de impunidade" de quem comete estes atos.

“A existência de uma atividade profissional com constante risco, mas sem direito a um Subsídio de Risco, a passividade das instituições do nosso país para evitar tais episódios e o sentimento de impunidade de quem comete tais atos, devem envergonhar-nos enquanto sociedade”, refere em comunicado a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, que contabiliza já 380 agressões a polícias só este ano. São números não oficiais, revelados ao Diário de Notícias.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um agente da PSP, que estava acompanhado por uma colega, a ser agredido por um homem no Miradouro Santa Catarina, em Lisboa, num caso que ocorreu no início de outubro.

O sindicato salienta que a agressão a um profissional das forças de segurança “é uma agressão à autoridade do Estado”, manifestando a sua solidariedade para com o agente agredido.

O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) também lamentou a agressão, manifestando-se “revoltado” por continuarem a ocorrer agressões a agentes da PSP “sem que nada de relevante seja feito pelo pode político, legislativo e institucional interno das forças de segurança”.

"Ou algo muda de forma urgente na forma como a justiça criminal e disciplinar portuguesa atua ou, daqui para a frente, vão existir cada vez mais polícias agredidos e a não atuar por receio das consequências criminais e disciplinares, caso o façam."

O sindicato acrescenta que os polícias optam por não agir e preferem ser agredidos “a terem que responder criminalmente ou disciplinarmente pelo cumprimento da sua missão”.