Depois de um ano de 2015 com várias mortes nas forças de polícia, vai ser criado um sistema de referenciação e de encaminhamento, para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dos elementos da PSP e da GNR em risco de suicídio.

O protocolo, que vai ser assinado esta sexta-feira pelos ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, insere-se no Plano de Prevenção do Suicídio nas Forças de Segurança 2016/2020.

Segundo o Ministério da Administração Interna, o protocolo visa a criação de um sistema de referenciação e de encaminhamento dos elementos das forças de segurança, considerados em risco de suicídio mediante avaliação dos gabinetes de psicologia da PSP e da GNR, para os departamentos ou serviços de psiquiatria e saúde mental dos estabelecimentos hospitalares do SNS.

O protocolo envolve a colaboração entre a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública e Direção-Geral de Saúde.

O anterior Governo criou, em novembro de um 2015, um grupo de trabalho para rever o plano de prevenção do suicídio nas forças de segurança, devido ao número de suicídios registados na PSP e na GNR, no ano passado.

Em 2015 suicidaram-se sete agentes da PSP e cinco militares da GNR.