A sociedade Parque da Ciência e Inovação (PCI), liderada pela Universidade de Aveiro e participada por várias entidades, informou esta segunda-feira que as três providências cautelares interpostas contra o projeto tiveram decisão favorável à empresa.

Num comunicado enviado à LUsa e assinado pelo presidente e reitor da universidade, Manuel Assunção, a sociedade salienta que a construção das infraestruturas de base e dos três primeiros edifícios do PCI se encontra em andamento e está plenamente legalizada, dando seguimento a um investimento de cerca de 20 milhões de euros, que tem como principal financiador o Programa Operacional da Região Centro (do Quadro de Referência Estratégico Nacional).

No comunicado esclarece-se que as obras tiveram a normal paragem de férias de Natal e «prosseguirão com ritmo intenso, sendo que a atividade do PCI vai ser intensificada no ano 2015 no que respeita às componentes imateriais do projeto, devendo estar terminadas no final de 2015».

A sociedade salienta que estão concluídos três processos de providências cautelares, todos eles favoráveis à sua execução e desfavoráveis a quem as intentou - a Quercus e o coletivo de moradores da Coutada, alegando tratar-se de uma zona ambientalmente sensível e estar em causa a destruição de campos de aptidão agrícola.

«A única condenação foi a um dirigente da Quercus por ter tentado impedir, fisicamente, a execução da obra da Via de Acesso» ao PCI, acrescenta.

Durante a fase da obra, o Parque da Ciência e Inovação, envolve cerca de 400 postos de trabalho e a sociedade anónima, em que participa a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), prevê que no arranque da atividade venham a estar envolvidas cerca de meio milhar de pessoas, a maioria das quais com nível elevado de qualificação.