O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse esta quinta-feira, momentos antes do início da manifestação das forças de segurança, que há agentes em situação limite, com «uma grande revolta».

Ressalvando que tudo será feito para que «corra bem», para que não se repita a invasão inédita da escadaria da Assembleia da República, a 21 de novembro do ano passado, Paulo Rodrigues manifestou o desejo de que «não haja qualquer incidente, para poder exigir do Governo outra atitude».

«É evidente que não ignoramos que há colegas que estão numa situação limite, estão muito revoltados, numa situação em que não conseguem assumir compromissos ou mesmo disponibilizar uma situação com dignidade à sua família. Isto revolta qualquer profissional», afirmou.

Paulo Rodrigues, secretário-geral da Comissão Coordenadora Permanente (CCP), salientou que «têm de ser reconhecidos os inúmeros direitos» das forças de segurança, com a adequação «das leis orgânicas e dos estatutos profissionais à especificidade e ao reconhecimento dos profissionais».

Paulo Rodrigues afirmou esperar que a manifestação tenha uma presença massiva (mais de 15 mil profissionais), para que seja vincado o protesto junto do Governo. «Não aceitamos nunca que alguém nos queira tirar a nossa dignidade», acrescentou.

A manifestação das forças de segurança é promovida pela CCP dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

Também as associações da GNR e os sindicatos da PSP e dos guardas prisionais que não pertencem à CCP participam nesta ação de protesto contra os cortes salariais.

O protesto desta quinta-feira, com saída do Marquês de Pombal às 19:00, terminará no largo fronteiro à Assembleia da República.