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Manifestações: PSP diz que subavaliou ameaças

Relatório divulgado esta quarta-feira conclui pela «necessidade de uma melhor avaliação quanto ao grau de ameaça e potencial desordem associado a um grupo de cerca de 70 cidadãos»

Por: Redacção / MM    |   2012-04-11 21:14

A PSP reconhece que subavaliou a ameaça que poderia constituir um grupo de pessoas detetado no início da manifestação de 22 de março, em Lisboa, durante a qual ocorreu uma carga policial. Numa nota de imprensa divulgada esta quarta-feira, com os resultados do inquérito realizado pela Inspeção Geral da PSP, a direção nacional daquela polícia conclui pela «necessidade de uma melhor avaliação quanto ao grau de ameaça e potencial desordem associado a um grupo de cerca de 70 cidadãos, integrando indivíduos conotados com dois movimentos distintos, que se concentraram inicialmente na Praça Duque de Saldanha».

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Durante a manifestação, acabaria por ocorrer uma carga policial, na zona do Chiado, que atingiu várias pessoas, incluindo dois fotojornalistas, um dos quais ficou ferido, como aconteceu com outras duas pessoas, entre elas um polícia.

Na sequência do inquérito já concluído pela Inspeção Geral da Administração Interna, o ministro com a tutela da polícia, Miguel Macedo, confirmou a instauração de um processo disciplinar a um dos polícias envolvidos na agressão e a realização de um inquérito judicial aos agentes que espancaram um dos jornalistas.

Apesar das consequências, o inquérito conclui que a atuação da polícia «foi necessária para repor a ordem e tranquilidade públicas» e «cessar os comportamentos intencionais, violentos e perigosos que colocavam em risco a integridade física dos elementos policiais e de terceiros», como refere a nota divulgada esta quarta-feira.

A PSP revela ainda ter decidido, na altura, que o desfile entre a Praça Duque de Saldanha e o Rossio tivesse prosseguido, «não obstante os comportamentos desordeiros adotados pelos manifestantes durante esse percurso». A decisão é justificada porque, «mesmo sem que se cumprisse com os formalismos previstos na lei», a polícia optou por dar «prevalência ao direito de manifestação dos cidadãos».

O inquérito da Inspeção Geral da PSP conclui ainda que «ficou evidente a necessidade de melhor sinalizar» os jornalistas que reportavam a manifestação e defende a «realização de reuniões prévias de forma a coordenar os diversos aspetos desta atividade [jornalística]».

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