Algumas dezenas de pessoas protestaram, esta sexta-feira, junto ao Hospital Pulido Valente, em Lisboa, contra «o desmantelamento progressivo» dos serviços da unidade de saúde.

«Prevê-se já um desmantelamento de serviços do hospital e prevê-se o seu fecho, segundo dizem, até ao final do ano. Ao fechar-se serviços, corre-se o risco de muito doentes ficarem numa lista de espera muito maior porque o Hospital de Santa Maria não vai comportar com todos estes doentes», afirmou Ana Pais, da Plataforma Lisboa em defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Os manifestantes, a maioria com as fardas e batas do hospital, concentraram-se frente à unidade e durante alguns minutos ocuparam a estrada e interromperam a circulação rodoviária na Alameda das Linhas de Torres, gritando «Estamos a lutar para o Pulido não fechar».

Segundo Ana Pais, o Hospital de Santa Maria não terá capacidade de resposta para os doentes, além de poderem existir despedimentos.

Ana Pais anunciou que vão decorrer «todas as lutas possíveis e necessárias para que este hospital não encerre» por estar em causa uma «destruição do Serviço Nacional de Saúde para privilegiar os privados».

Na semana passada, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, a que pertencem os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, disse à Lusa estar em curso um «plano de fusões estratégicas».

Carlos Martins referiu que a administração do Pulido Valente vai criar novos serviços e uma área de responsabilidade social, assegurando que não existirá duplicação de serviços com o Santa Maria.