A Proteção Civil considerou, esta terça-feira, numa avaliação sobre o número de incêndios registado no mês de junho, que 2015  é “o ano mais severo de há 16 anos”.

De acordo com dados da Proteção Civil, este ano já supera a época de fogos mais crítica do ano passado, apesar de "2014 foi o melhor ano desde que há registo" de incêndios,  devendo-se, por isso, fazer-se uma comparação a 10 anos.

O comandante operacional nacional, José Manuel Moura, afirmou que a resposta do dispositivo de combate tem sido “notável” e de “sucesso”, apesar do aumento do número de ocorrências de fogo, num balanço do primeiro mês da fase mais crítica em incêndios florestais.

De acordo com os números divulgados, 10.695 incêndios registaram-se entre 01 de janeiro e 31 de julho, enquanto no mesmo período do ano passado tinham deflagrado 4.165.

Explicando que a severidade meteorológica é este ano a mais grave dos últimos 16 anos, o comandante sublinhou que, em julho, o primeiro mês da fase mais crítica em incêndios florestais, ocorreram 3.500 fogos, número idêntico aos valores de 2012 e 2013. Já a área ardida foi a quinta mais baixa dos últimos 10 anos.

Segundo José Manuel Moura, mais de metade da área ardida registou-se fora do período critico. A área ardida mais do que triplicou este ano, tendo os incêndios florestais atingido uma área de 27.921 hectares, enquanto no mesmo período de 2014 as chamas consumiram 7.575.

O comandante adiantou que “o número de ignições e área ardida” foi superior à média dos últimos 10 anos entre janeiro e junho, mas, em julho, os fogos atingiram valores próximos, enquanto a área ardida foi inferior.

O comando reafirmou ainda que o objetivo principal do dispositivo deste ano é a “permanente segurança das forças” no terreno, avançando que “alguns bombeiros já sofreram queimaduras” e atualmente está um internado no hospital.

Durante a fase charlie de combate a incêndios florestais, que começou a 1 de julho e termina a 30 de setembro, estão operacionais 2.234 equipas das diferentes forças envolvidas, 9.721 operacionais e 2.050 veículos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR, segundo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

O DECIF estabelecia também 49 meios aéreos, mas a fase crítica em fogos conta com 47, estando inoperacionais dois helicópteros Kamov da frota do Estado.