O social-democrata Guilherme Silva, coordenador do Grupo de Trabalho para a Análise da Problemática dos Incêndios Florestais, considerou esta segunda-feira, na Lousã, que a coordenação assume especial relevância no combate aos fogos.

«Infelizmente, nota-se, por vezes, conflitos entre instituições que é preciso limar e ultrapassar, porque a missão que a todos cabe na prevenção e combate aos incêndios deve ser uma ideia suficientemente dominante para criar mais convergência e menos divergências», disse o deputado.

Guilherme Silva falava à agência Lusa após uma reunião de trabalho no Centro de Formação Especializado em Fogos Florestais, sediado no aeródromo da Lousã, com o presidente da Escola Nacional de Bombeiros.

Para o deputado social-democrata, a coordenação assume «especial relevância», sendo necessário perceber que é preciso funcionarem hierarquias «com capacidade de organização e uma cooperação por parte de todas as instituições que estão ligadas no terreno».

Segundo o coordenador do grupo de trabalho, a prevenção e combate dos fogos envolve um conjunto de entidades, mas também «uma necessidade de coordenação nacional e distrital».

«Essas redes estão montadas, têm alguns constrangimentos e falhas, mas queremos ajudar a supri-las», sublinhou o responsável, salientando que o grupo de trabalho tem como missão produzir um relatório com recomendações ao Governo.

Durante dois dias, domingo e segunda-feira, o Grupo de Trabalho para a Análise da Problemática dos Incêndios Florestais realizou uma visita de trabalho à região Centro, com o objetivo de constatar no terreno os principais problemas e eventuais soluções para minimizar os efeitos dos fogos.

Durante a manhã de hoje, o grupo de deputados visitou a área ardida na serra do Caramulo no verão passado, a central termoelétrica de Mortágua e reuniu com o executivo autárquico daquele município.

«Vamos ter muitos anos para recuperar aquilo que, em horas e dias, se destruiu de forma catastrófica na última época de incêndios», frisou Guilherme Silva, a propósito da serra do Caramulo, devastada por incêndio que provocou ainda quatro bombeiros mortos.

Guilherme Silva manifestou-se ainda satisfeito pelo trabalho «excecional» que está a ser realizado atualmente pela Escola Nacional de Bombeiros, sobretudo ao nível da formação no combate a incêndios, área em que até junho deverá ter envolvido 3.900 homens, em cerca de 400 ações ministradas, escreve a Lusa.