Duas crianças portuguesas, uma de Viseu e outra de Portalegre, partem no sábado para o hospital infantil de Boston com o objetivo de participarem num novo ensaio clínico da progeria, uma doença muito rara caracterizada pelo envelhecimento prematuro.

 

A Progeria Research Foundation (PRF) financiou a participação no novo ensaio clínico a mais 40 crianças de todo o mundo, entre as quais a Cláudia, de Viseu, que tem 16 anos, e o João, de Portalegre, que tem 11 anos.

 

«Em comum, o facto de serem dois doentes portadores da progeria, uma doença rara que afeta 300 crianças em todo o mundo. Ambos vão participar em novembro num ensaio clínico mundial com um novo tratamento que promete retardar o envelhecimento precoce», avança a PRF.

 

Além de financiar o estudo com o novo «farnesyltransferase inhibitor lonafarnib», a fundação dará apoio às famílias destas crianças durante a estadia em Boston.

 

Segundo a PRF, «todas as crianças com progeria morrem de doença cardíaca numa idade média de 14 anos». Entre os sintomas da doença estão a falha de crescimento, a perda de gordura corporal e cabelo, a pele envelhecida, a rigidez das articulações e a luxação do quadril. Como a vietnamita Nguyen Thi Ngoc, com 13 anos à data da fotografia.

 

A fundação estima que «existam apenas cerca de 300 crianças com progeria em todo o mundo, tornando-a entre a mais rara das doenças muito raras».

 

Além deste ensaio clínico, a PRF quer encontrar e ajudar as crianças com esta doença, tendo em curso a campanha «Find the other 150», refere a Lusa.

 

Esta iniciativa mundial tem ajudado a fundação a identificar e a ter contacto com mais de 60 crianças com progeria desde o seu lançamento inicial, em 2009 (um aumento de 120%).

 

A PRF foi criada em 1999 com o intuito de encontrar a causa, tratamentos e cura para a progeria. Uma pesquisa realizada em parceria com a fundação identificou o gene que causa a doença, o tratamento e vários possíveis candidatos para cada ensaio clínico em progresso ou em planeamento.