Os alunos inscritos para fazer esta terça-feira exame de Português compareceram quase todos nas escolas para realizar a prova, de acordo com os dados estatísticos divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Hoje os alunos voltaram a encher as salas de aula, com os do ensino básico (6º e 9º anos) a iniciarem a 2.º fase das provas finais de ciclo e os do secundário (12º ano) a fazerem o exame que não tinham feito devido à greve de professores.

Nestes casos, mais de 90% dos estudantes inscritos compareceram à chamada e apenas nalgumas provas para alunos de Português como Língua Não Materna a comparência ficou abaixo dos 90%.

Realizam hoje a prova um total de 15.170 alunos, maioritariamente do ensino secundário, mas algumas centenas de estudantes do ensino básico de Português Língua Não Materna, que também foram impossibilitados de fazer o exame tal como estava previsto no dia 17 de junho, devido à greve dos professores.

A greve dos professores, que tinha começado dez dias antes, impediu milhares de alunos de realizar a prova e obrigou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a marcar nova data.

A adesão à greve foi superior a 90%, segundo dados avançados no próprio dia pelas duas principais estruturas sindicais (Fenprof e FNE), sendo que mais de 70% dos alunos conseguiram realizar a prova.

Os exames e as provas finais valem 30 por cento na nota final do aluno.

A primeira fase é obrigatória desde o ano passado, ficando uma segunda fase reservada apenas para situações excecionais.

A 2.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário realiza-se entre 16 a 18 de julho e é apenas para os alunos que reprovaram na 1.ª fase ou que querem fazer melhoria de nota.

A greve dos professores terminou há uma semana, depois de três semanas uma luta que impediu que centenas de milhares de alunos conhecessem as suas notas.

A guerra entre MEC e sindicatos terminou depois de uma ronda negocial de um dia e meio que culminou com a assinatura de uma ata em que o ministério se comprometeu a criar mecanismos para que não haja professores com horário-zero nem em risco de ir para a requalificação (antiga mobilidade especial).

O regime de mobilidade só começará a ser aplicado aos professores a partir de fevereiro de 2015 e os docentes sem turma atribuída poderão conseguir um horário letivo recorrendo a atividades como o apoio ao estudo, aulas de substituição ou coadjuvação de colegas.

O limite geográfico para a mobilidade dos professores dos quadros de escola sem serviço letivo será de 60 quilómetros, tal como acontece com os restantes funcionários públicos.