Uma delegação da Federação Nacional de Professores (Fenprof) entregou, esta quinta-feira, no Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, uma petição em defesa da escola pública de qualidade, com quase 20 mil assinaturas, refere uma fonte sindical, citada pela agência Lusa.



A entrega ocorreu no dia em que a CGTP, central sindical à qual a Fenprof está afeta, promoveu marchas contra a austeridade, nos setores da Educação, da Saúde e da Segurança Social.



Três dirigentes da Fenprof, maior estrutura sindical de professores, entregaram a uma funcionária do Ministério um pacote tamanho A4 com quase 20 mil assinaturas de professores e educadores de infância, número atualizado à agência Lusa por um dos dirigentes, à porta das instalações da Avenida 5 de Outubro.



Perto de uma centena de dirigentes e delegados da Fenprof e de sindicatos da Administração Local e da Função Pública concentrou-se em frente ao Ministério da Educação e Ciência, antes de seguir em marcha para as imediações da residência oficial do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.



Numa breve intervenção, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, criticou «os cortes» no efetivo das escolas, nomeadamente professores, terapeutas, assistentes sociais e psicólogos.



Mário Nogueira lembrou a importância da escola pública, que «ajudou a erradicar praticamente o analfabetismo do país» e contribuiu para «a inclusão de crianças com necessidades especiais».



Com a petição, a ser dirigida também à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, os subscritores pretendem «medidas que melhorem as condições de trabalho nas escolas, reforcem o financiamento da escola pública e ponham termo a alterações avulsas impostas ao sistema educativo, que nada contribuem para a sua estabilidade».



O abaixo-assinado exige a redução do número de alunos por turma e de turmas por professor, o fim da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades para docentes, a vinculação dos professores contratados e a «avaliação rigorosa da necessidade da manutenção dos contratos» com escolas privadas.